GRI 302 GRI 303 GRI 305 GRI 306
(GRI 306)
(GRI 306-1 | 306-2 | 306-3)
A Unimed Sorocaba integra a maior rede cooperativista de saúde do mundo e mantém a sustentabilidade ambiental como um princípio estruturante de sua atuação. O compromisso com a responsabilidade socioambiental, ética e promoção da qualidade de vida orienta decisões corporativas e consolida a sustentabilidade como elemento estratégico da gestão.
Diante de um cenário global marcado por mudanças climáticas, degradação ambiental e perda de biodiversidade, a organização reconhece a necessidade de equilibrar desenvolvimento econômico, qualidade de vida e preservação ambiental para garantir a continuidade das operações e o bem-estar da população. O setor de saúde é particularmente vulnerável aos eventos climáticos extremos, que podem comprometer a infraestrutura assistencial e demandar respostas rápidas e resilientes. Por isso, investimos em práticas de adaptação e mitigação capazes de assegurar serviços contínuos e seguros.
A cooperativa mantém alinhamento com a Agenda 2030 da ONU e participa ativamente do Projeto Hospitais Saudáveis (PHS), representante no Brasil da Health Care Without Harm e da Global Green and Healthy Hospitals Network. Nosso compromisso climático inclui a adesão à iniciativa Race to Zero, com a meta de neutralizar emissões líquidas de carbono até 2050.
A conformidade ambiental é rigorosamente observada, seguindo legislações e regulamentos aplicáveis. A governança ambiental integra planejamento estratégico, monitoramento sistemático e decisões baseadas em evidências. O sistema de gerenciamento de resíduos adota padrões nacionais e internacionais, priorizando redução na origem, segregação adequada, tratamento seguro e destinação ambientalmente responsável.
A sustentabilidade também é desenvolvida por meio de um diálogo permanente com colaboradores, cooperados, fornecedores, comunidade e clientes:
Seis programas socioambientais reforçam o compromisso com o desenvolvimento sustentável:
Também estimulamos o uso de bicicletas e a carona solidária para reduzir emissões associadas ao transporte. A evolução desses programas evidencia que pequenas ações geram impactos ambientais e sociais significativos. Para 2025, seguimos comprometidos com o desenvolvimento de iniciativas que ampliem a preservação ambiental, o engajamento comunitário e a qualidade de vida.
(GRI 305 1 | 305 2 | 305 3 | 305 4 | 305 5 | 305 6)
As emissões reportadas para o ano de 2025 não são diretamente comparáveis às do período anterior, em função de alterações metodológicas relevantes. A ferramenta de cálculo de emissões foi atualizada pela Unimed do Brasil e, adicionalmente, foram incorporadas revisões alinhadas às diretrizes do GHG Protocol. Em decorrência dessas mudanças, a Unimed do Brasil orientou que o preenchimento do inventário fosse realizado em conformidade com as diretrizes da Rede de Hospitais Verdes e Saudáveis.
O inventário de emissões é consolidado e abrange as 18 unidades operacionais da Unimed Sorocaba, garantindo uma visão integrada das emissões organizacionais.
Conforme estabelecido pelo GHG Protocol, as emissões de Escopo 2 são reportadas sob duas abordagens: (i) aquisição de energia no mercado livre e (ii) consumo proveniente do Sistema Interligado Nacional (SIN), considerando que ambas as fontes compartilham a mesma infraestrutura de distribuição.
No período reportado, as emissões totais de gases de efeito estufa (GEE) da organização foram de:
Observa-se que as emissões indiretas de Escopo 3 representam a maior parcela do inventário, refletindo principalmente impactos associados
Destaca-se que a utilização de energia incentivada, proveniente de fontes renováveis, contribuiu significativamente para a mitigação das emissões, evitando a emissão de aproximadamente 579,45 tCO₂e no Escopo 2.
Destaques do Período
Entre os principais avanços no período, destacam-se:
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306-2 - Resíduos por tipo e método de disposição
| Tipo de Resíduo: | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | Destinação: |
|---|---|---|---|---|---|
| Banners (unidades) | 10,00 | 12,00 | 10,00 | 5,00 | Reciclagem |
| Baterias de No-breaks (kg) | 875,10 | 831,70 | 979,60 | 1.125,80 | Descontaminação/reciclagem |
| Bitucas de cigarros (kg) | 17,51 | 26,81 | 13,70 | 11,46 | Reciclagem |
| Cartões de planos de saúde (kg) | 32,55 | 73,18 | 4,90 | 73,50 | Reciclagem |
| Computadores e insumos (kg) | 1.209,90 | 1.092,65 | 669,70 | 526,20 | Reaproveitamento/Reciclagem |
| Enxovais (Kg) | 3.070,00 | 1.450,00 | 1.700,00 | 4.960,00 | Reciclagem energética |
| Gesso | 7.930,00 | 3.290,00 | 1.490,00 | 4.030,00 | Reciclagem |
| Lâmpadas fluorescentes (unidades) | 668,00 | 0,00 | 0,00 | 0,00 | Descontaminação/reciclagem |
| Lâmpadas LED (unidades) | 602,00 | 0,00 | 0,00 | 0,00 | Reciclagem |
| Madeira (kg) | 7.970,00 | 6.680,00 | 18.667,00 | 28.530,00 | Reciclagem |
| Metal (kg) | 17.170,00 | 6.330,00 | 18.667,000 | 28.530,00 | Reciclagem |
| Óleo lubrificante (litros) | 0,00 | 200,00 | 0,00 | 178,00 | Rerrefino |
| Óleos de cozinha (litros) | 430,00 | 500,00 | 500,00 | 610,00 | Reciclagem/biodiesel |
| Papel/papelão (kg) | 85.260,97 | 120.259,37 | 172.509,27 | 112.494,86 | Reciclagem |
| Pilhas (kg) | 279,25 | 434,55 | 482,45 | 342,10 | Descontaminação/reciclagem |
| Placas eletrônicas | 179,90 | 0,00 | 0,00 | 185,50 | Reaproveitamento/Reciclagem |
| Plástico (kg) | 50.215,09 | 49.719,92 | 88.036,66 | 67.002,01 | Reciclagem |
| Podas de jardim (m³ até 2020 e kg 2021) | 36.350,00 | 90.930,00 | 85.170,00 | 42.180,00 | Aterro de inertes até 2020 e reciclagem em 2021 |
| Resíduos comuns (kg) | 361.062,28 | 90.930,00 | 85.170,00 | 42.180,00 | Aterro sanitário |
| Resíduos de construção civil (m³ até 2020 e kg 2021) | 165.480,00 | 22.720,00 | 30.440,00 | 174.710,00 | Autoclavagem |
| Resíduos perigosos de Serviços de Saúde (kg) | 310.196,12 | 311.316,00 | 345.816,03 | 377.452,44 | Autoclavagem |
| Vidro (kg) | 660,00 | 720,00 | 2.630,00 | 2.880,00 | Reciclagem |
| Resíduos orgânicos | 92.795,68 | 113.381,36 | 125.733,31 | 123.893,81 | Compostagem |
Todos os processos de destinação dos resíduos são realizados por empresas terceirizadas e homologadas pelo setor de Gestão Ambiental
Em 2025, o indicador manteve-se acima da meta, com resultado acumulado próximo ao registrado em 2024, atingindo 42,85%. Destaca-se que, ao longo do período, ocorreram obras e reformas, bem como houve aumento no número de vidas atendidas. Ressalta-se, ainda, que os resíduos de entulho de obras destinados à reciclagem possuem maior peso em relação ao volume, fator que contribuiu significativamente para o desempenho positivo do indicador.
O consumo de água no HMS apresentou discreto aumento em 2025, passando de 74.510 m³ para 75.139 m³. Pode-se observar, entretanto, que o consumo de água paciente-dia caiu de 1,05 m³ para 0,96 m³, demonstrando que o aumento do consumo está relacionado ao aumento da demanda.
O projeto de reutilização de água da Hemodiálise, em expansão, redireciona a água de rejeição da osmose reversa — limpa e segura para fins não potáveis — para o abastecimento de bacias sanitárias nas áreas de internação. Em 2025, o volume reutilizado aumentou cerca de 5%, de 4.506 m³ para 4.732 m³, reforçando a eficácia da iniciativa.
O descarte de efluentes segue integralmente as legislações vigentes, com monitoramentos periódicos de parâmetros como pH, turbidez, temperatura, sólidos suspensos, metais pesados, substâncias orgânicas tóxicas e nutrientes, garantindo conformidade e proteção dos ecossistemas. O controle rigoroso evita concentrações inadequadas de compostos nocivos, assegurando padrões ambientais e sanitários adequados.
Pelo décimo ano consecutivo, 100% da energia elétrica consumida no Hospital Dr. Miguel Soeiro foi proveniente de fontes renováveis, viabilizadas pelo Mercado Livre de Energia. Em 2025, a migração para a energia renovável foi ampliada para a Unidade JK e o Prédio Administrativo , reforçando o compromisso institucional com a redução de impactos ambientais.
Em 2025 foi registrado aumento no consumo de energia do HMS; entretanto, observa-se que o consumo de energia por paciente-dia diminuiu de 125,93 kWh para 118,82 kWh, demonstrando que o aumento do consumo total está relacionado principalmente ao crescimento da demanda assistencial. A Operadora também apresentou aumento no consumo de energia, decorrente da ampliação das atividades administrativas, bem como do maior volume de atendimentos no período, não indicando, portanto, perda de eficiência energética, mas sim expansão operacional.