Recursos Próprios

102-7 | 416-1

Hospital Dr. Miguel Soeiro (HMS)

Com 222 leitos operacionais, 30 de UTI Adulto, 18 de UTI Infantil e Neonatal e 13 salas cirúrgicas, o Hospital Dr. Miguel Soeiro é classificado como de alta complexidade. Ele está instalado em uma área total de 91 mil metros quadrados, dos quais 25 mil metros quadrados são de construções, onde trabalham 1.910 colaboradores. Sua diretoria está ligada à Diretoria Executiva da Cooperativa e é constituída por um Diretor Administrativo Corporativo, um Diretor Técnico, um Diretor Clínico e um Vice-Diretor Clínico. Esses dois últimos são eleitos pelos membros efetivos do corpo clínico do Hospital e cumprem mandato de 2 anos. O corpo clínico é formado por 1270 membros. Desses, 624 trabalham em escala de plantão.

Internações

Internações

19.181

Atendimento no pronto socorro

Atendimentos no

pronto socorro

150.897

Procedimentos no Centro Cirúrgico 25.732

Procedimentos no

Centro Cirúrgico

25.732

(9.799 pacientes)

Procedimentos no Day Clinic 6.834

Procedimentos no

Day Clinic

6.834

(4.033 pacientes)

Atendimento de quimioterapia e infusões

Atendimentos de

quimioterapia e

infusões

7.340

Procedimentos de hemodinâmica 4.384

Procedimentos de

hemodinâmica

4.384

(1.392 pacientes)

Atendimentos na sala de pequenos procedimentos 1428

Atendimentos na sala

de pequenos

procedimentos

1.428

(3.033 procedimentos)

Partos

Partos

1.848, sendo:

1.367 cesáreas

481 normais

Diálises

Diálises

12.560

Atendimentos endoscópios

Atendimentos

endoscópios

6.355

1. Resultados médicos e assistenciais

  • Nas internações, com a alta demanda dos casos de COVID-19, foi ampliado o número de leitos e realizada a admissão de novos colaboradores, muitos desafios precisaram ser vencidos e o trabalho em equipe foi essencial. Todo o empenho voltado ao processo de atendimento aos pacientes Covid, com maior intensidade entre os meses de fevereiro e julho, aliado à necessidade da volta aos atendimentos clínicos e cirúrgicos, também motivou mudanças importantes, como a aquisição de aparelhos celulares para todos os postos de internação, para facilitar a comunicação efetiva com o laboratório e envio de imagem na passagem dos resultados críticos, bem como o recebimento de plantões intersetoriais. Retomada do plano terapêutico multidisciplinar com a presença do coordenador médico e do médico-hospitalar, para agilizar o processo de desospitalização.
  • No Bloco Cirúrgico, apesar do desafio enorme de enfrentamento à pandemia, o investimento realizado entre 2019/2020 para ampliação de duas novas salas cirúrgicas, proporcionou um aumento da linha de produção em 30%, se comparado ao ano de 2020, especialmente nas especialidades de otorrinolaringologia, gastroenterologia, ortopedia, ginecologia, urologia e, principalmente, oftalmologia. Essas duas novas salas permitiram, também, que neste período de pandemia tratássemos os pacientes infectados com COVID-19. Pela alta tecnologia da pressão negativa da sala, inclusive as cesáreas de pacientes positivados foram realizadas nesses locais. Houve a utilização efetiva do sistema de agendamento cirúrgico que, apesar de ter sido implantado em 2020, somente em 2021 é que foi possível observar os resultados, como o controle de salas cirúrgicas para utilização de especialidades exclusivas - ficando livre para outros agendamentos quando em desuso - otimização da confirmação de cirurgias (integrado ao sistema de gestão ERP), permitindo que o processo de confirmação da cirurgia ao médico passasse de 10 dias para até 24 horas. Compartilhamento do sistema com os consultórios médicos, para uso da secretária e do cooperado, possibilitando que o agendamento cirúrgico seja realizado e inseridos parâmetros de acordo com a necessidade, como horários, tipos de materiais, equipamentos, caixas, reservas de sangue e UTI, congelamentos, alergias, entre outros. Pelo sistema também podem ser realizados cancelamentos ou transferências, além de troca e substituição dos horários cirúrgicos. O sistema propiciou redução de custo com pessoal para realização destas tarefas em 30%.
  • Na Central de Material e Esterilização, foi realizada a implantação do processo de rastreabilidade dos materiais, por meio da aquisição de uma máquina de gravação a laser, onde foram realizadas as gravações de QRCode em todos os instrumentais cirúrgicos, avulsos e das caixas cirúrgicas, totalizando aproximadamente 16.000 itens. A leitura permite o vínculo com o sistema de gestão hospitalar – ERP, possibilitando que o material seja acompanhado desde o momento da saída do arsenal até a utilização no intra-operatório, de forma em que no seu retorno já sejam identificadas, de imediato, quaisquer falhas, perdas ou mesmo eventos adversos relacionados ao material, garantindo a segurança máxima do paciente. O processo da rastreabilidade inclui a aquisição dos leitores dentro das salas cirúrgicas, bem como em todas as fases dos processos da CME. Com isso, conseguimos reduzir os custos de perdas de materiais, extravios de itens de alto custo e de fornecedores externos no qual tínhamos que realizar o reembolso. Outro avanço, foi a implantação do time OPME - circuito fechado. O bloco cirúrgico participa ativamente das principais etapas que correspondem: a entrega do material pelo fornecedor, conferência, processamento do produto, elaboração de relatório com o que foi utilizado, limpeza e desinfecção do produto e devolução para o fornecedor, garantindo, assim, a segurança do paciente e a rastreabilidade do produto que foi implantado. O CME incluiu a ação de fotografar e arquivar as imagens no ato do recebimento do material, término da cirurgia e devolução para a central de OPME. Como forma de garantir que seja identificado em qual etapa ocorreu o desvio.
  • A Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional – EMTN e de Nutrição clínica, atuou em 2021, no desenvolvimento de trabalhos visando proporcionar ao paciente Covid 19, condições nutricionais para uma rápida recuperação. Foi identificado neste paciente a presença de redução do apetite, olfato, paladar e aumento da necessidade de hidratação. Com isso, foi revisada a dieta para esse perfil de pacientes de forma a estimular o paladar e aceitação alimentar, com a inclusão de sucos naturais, monitoração do consumo alimentar e inclusão de suplementos hipercalóricos/hiperproteicos, além de módulos de proteína para auxiliar a atingir as metas nutricionais padronizadas pelas diretrizes da área. Foi desenvolvido também um protocolo de imunonutrição, para auxiliar na resposta inflamatória. Para aprimorar a avaliação da composição corporal foi adquirido o equipamento de bioimpedância elétrica, para auxiliar no cálculo do peso seco, identificar a distribuição de água corporal, monitorar a massa magra e percentual de gordura dos pacientes. Esta tecnologia foi inicialmente disponibilizada para os pacientes da hemodiálise e, na sequência, para internações e serviços externos. Foi aprimorado, também, o monitoramento do processo do leite materno, desde sua coleta até a checagem realizada à beira leito.
  • O SCIH – O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar foi muito impactado com a COVID-19 em 2021, sendo exigido que este tivesse forte atuação em todos os setores do hospital, principalmente nas internações e UTI adulto. Tais áreas foram ampliadas em demanda, com a criação de leitos contingenciais para pacientes críticos e consequente ampliação do quadro de colaboradores e médicos que necessitaram de treinamentos e a presença diária do SCIH. Houve grande investimento em treinamentos de higiene das mãos e sobre a colocação e retirada de EPIs no atendimento à COVID-19, também em auditorias diárias nos setores com ação corretiva imediata, gestão de isolamentos e pareceres técnicos. O SCIH também atuou de forma incisiva na prevenção de transmissão cruzada entre pacientes, pois com o maior número de pacientes graves com Covid-19, houve um aumento do risco de infecções bacterianas por microrganismos multirresistentes (MDR). No que diz respeito à redução de custos, o SCIH avalia diariamente a prescrição de antimicrobianos de amplo espectro, evitando o uso indiscriminado, reduzindo a resistência bacteriana e, também, reduzindo o custo. No segundo semestre, foram incorporadas as tecnologias laboratoriais MIC da Polimixina e Teste de Sensibilidade de Ceftazidima/Avibactam, reduzindo o consumo destes dois antimicrobianos. Outras frentes de trabalho neste sentido foi a alteração do protocolo de retirada de isolamento de pacientes Covid-19, seguindo orientações ANVISA, dentre outras. O trabalho de comunicação com as áreas também é fundamental, por isso a Campanha de Higiene das Mãos, motivando a todos da importância desta ação de uma forma descontraída, e a sinalização em todas as áreas de assistência de boas práticas, com destaque para as placas e orelhas de notebook, dentre as demais ações aplicadas para a redução expressiva nas infecções relacionadas à assistência, a partir do mês de julho 2021.
  • A emergência passou por algumas mudanças durante o ano, em detrimento ao cenário pandêmico. Houve a necessidade de reavaliação dos fluxos de pacientes adultos e pediátricos em relação à separação dos perfis de atendimento. O setor de contingência (não respiratório) passou a ocupar o salão do setor de coleta, onde permaneceu boa parte do ano. Após reanálise do cenário foi determinado novo fluxo, transferindo o setor de pediatria para o centro de infusão da quimioterapia, ocupando assim o setor pediátrico com os atendimentos aos pacientes da contingência respiratória. Foi criado o sistema de coleta Drive Thru para melhorar o fluxo de coleta de exames de PCR, diminuindo a demanda da emergência. Foi realizada a ampliação do corpo clínico, trazendo mais agilidade aos atendimentos. Realizada a revisão do fluxo de atendimento e protocolos de emergência para atendimento aos pacientes de Covid. Na emergência ortopédica, foi realizado intenso trabalho de modernização da gestão em 2021, sendo um dos primeiros passos, o estabelecimento de uma escala de ortopedia de 24 horas, atendendo uma demanda importante de Sorocaba e região. Também foi criado um centro de custo específico, possibilitando um melhor controle e conhecimento das receitas e custos. O número de cirurgias particulares ortopédicas saltou de 5 em 2019, para 36 em 2021 (mais de 1000%). O ano de 2021 também foi marcado pela implantação do protocolo de fraturas do quadril. Houve alinhamento com o departamento de inovação e parcerias com universidades locais para a realização de planejamento cirúrgico por impressora 3D e já se vislumbra, para 2022, a realização da primeira cirurgia ortopédica por robótica no HMS.
  • No bloco materno-infantil, foi mantido o projeto do Parto Adequado em parceria com o Institute Healthcare Improvement IHI e Hospital Albert Einstein, onde foi possível atingir melhores índices de partos vaginais, com a redução de episiotomias, com alta taxa de satisfação relacionadas à assistência ao parto e ao recém-nascido. Houve reformulação dos protocolos clínicos e da cartilha da gestante. Houve acréscimo de um plantonista no período noturno, consolidando a escala médica. Outras frentes de trabalho que melhoram o atendimento e segurança do paciente foram: realização da avaliação mensal de recém-nascidos que procuram atendimento no nosso pronto-socorro, para identificarmos medidas preventivas para evitar essa exposição; desenvolvimento de um fluxo de atendimento para internação direta de recém-nascidos que necessitam de fototerapia diagnosticados no consultório e no espaço NAIS, sem a passagem pelo pronto socorro.
  • Na UTI pediátrica e neonatal, em 2021, ocorreu a implantação do protocolo de cateter de alto fluxo com redução das intubações em pacientes asmáticos. Durante este ano, foi possível realizar as cirurgias cardíacas infantis aqui no HMS, com equipe de cirurgia cardíaca infantil da Escola Paulista de Medicina, foram 11 cirurgias percutâneas – equipe Dra. Célia Camelo - e 4 cirurgias com equipe Dr. José Cícero Stocco. Com o grande número de cirurgias, a equipe médica precisou se capacitar para atender esta nova demanda de complexidade do serviço. Esta ação possibilitou uma redução dos custos assistenciais para a Operadora, a qual conseguiu direcionar cirurgias que antes eram realizadas em Hospitais de São Paulo. no seu recurso próprio.
  • O Centro de Transplantes do Hospital Unimed Sorocaba (CETHUS) tem atuação desde 2002 e, até dezembro de 2021, foram realizados 1520 transplantes de órgãos, como rins e fígado; e de tecidos, como córnea, ossos e medula óssea (autólogo e halogênico). O Centro de Transplantes do Hospital Unimed Sorocaba desenvolve um importante trabalho de acompanhamento aos pacientes em todas as etapas e as pessoas em avaliação para o transplante nas diversas modalidades assistidas são acompanhadas na lista de espera e na fase pós-procedimento. Esse cuidado demanda um grande número de consultas ambulatoriais, realizadas por profissionais especializados em transplantes de diversas áreas, como médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, dentistas e fisioterapeutas. Em 2021, mais de 2.1 mil pacientes contaram com esse acompanhamento. Com a pandemia, o Centro de Transplantes se adequou para monitorar os pacientes no pré e no pós-transplante, por meio de consulta de telemedicina. Em 2021, o Centro de Transplantes passou a ter equipe assistencial (técnicos de enfermagem e enfermeiros) dedicados 24 horas. Essa reformulação garantiu uma execução rigorosa da rotina de precauções padrão e isolamentos, garantindo redução no número de infecções e sucesso nos resultados do Centro de Transplantes.
  • O Centro de infusão iniciou 2021 com um marco importantíssimo em relação à segurança do paciente, a implantação do módulo oncológico no sistema PEP, possibilitando as seguintes melhorias: substituição da checagem manual pela checagem eletrônica via sistema; avaliação farmacêutica da prescrição médica antes do dia programado para infusão; criação do documento médico “Sumário da Oncologia”, que visa informar médicos não prescritores da cliente do último atendimento oncológico que essa pessoa teve na instituição; elaboração de painéis de monitoramento e gestão do setor, bem como o acompanhamento do perfil epidemiológico da unidade. Outras conquistas foram a implantação do plantão médico in loco no setor e alteração da dieta oferecida para os pacientes, melhorando a experiência e satisfação dos clientes. Em virtude da pandemia da Covid-19, foram realizadas ações como mudança do local do setor e do fluxo de admissão para pacientes oncológicos, visando proteger o cliente da exposição ao vírus. Para pacientes que realizavam terapia oral, foi realizado o encaminhamento para atendimento em outra unidade da Unimed Sorocaba, o NAIS. Outro grande projeto de 2021 foi a criação do programa Screening Mama, um projeto piloto dirigido às colaboradoras e cooperadas em determinada faixa etária e seguindo periodicidade em que há evidência conclusiva sobre redução da mortalidade por câncer de mama. Foi feita busca ativa para rastreio dessas mulheres e consequente realização da mamografia, finalizando com consulta médica e avaliação de exames.
  • No Centro de Nefrologia e Diálise houve um avanço considerável no sistema de prontuário eletrônico do paciente (PEP), com a conclusão do módulo do ambulatório de diálise, o qual contemplou todos os documentos importantes para a gestão do paciente renal crônico dialítico, substituindo o sistema Nefrodata que apresentava insegurança de informações dos dados gerados. Com a implantação, houve melhorias como a adequação da evolução médica e implementação das metas assistenciais médicas mensais, que possibilitam condutas específicas a cada necessidade individual e criação de painéis de monitoramento e gestão de dados setoriais. Como ações de combate à Covid-19, o ambiente já estava totalmente adequado, foi necessário apenas realizar ações direcionadas no momento em que os pacientes recebem a dieta alimentar, visando o menor risco para a contaminação. O setor recebeu o reconhecimento do serviço de controle de infecção pelo comprometimento de toda equipe da hemodiálise, por 14 meses consecutivos sem infecção em corrente sanguínea. Foi desenvolvido um protocolo com a linha de cuidado ao paciente com a doença renal em tratamento dialítico, com intuito de padronizar esses cuidados e tornar a assistência segura em toda a instituição.
  • Na hemodinâmica, foram realizadas ações como a incorporação do agendamento eletrônico de exames; implante da primeira prótese Evolut Pro do interior do Estado de São Paulo; adequação das proteções radiológicas (saia e protetor de teto plumbíferos); início de procedimentos terapêuticos congênitos/infantis no setor (contratação de uma cardiologista intervencionista pediátrica).
  • A gestão dos protocolos clínicos implantou um projeto de acompanhamento dos alertas (em tempo real) dos protocolos adulto e pediátrico, com apoio à decisão clínica, ou seja, os alertas gerados para os pacientes elegíveis aos protocolos estão sendo monitorados em tempo real, possibilitando, assim, a tratativa e acompanhamento com os médicos. Após a implantação, evidenciamos uma melhora significativa na efetividade dos protocolos, com aumento considerável dos aceites dos médicos e redução dos alertas da mensagem Sem Ação, contribuindo para a segurança do paciente e tomada de decisões.
  • Na UTI Adulto, algumas ações foram criadas para melhorar a performance da unidade, ações pensadas após situações vividas durante a pandemia, como inclusão de auditores assistenciais, visando melhorar a adesão à higiene das mãos e clave, evitando ICS – Infecção de Corrente Sanguínea; Ações Baseadas em Evidências - EBA, com intervenções amparadas em artigos científicos; e Skin Care Team, com o objetivo de obter zero lesão, já que o desenvolvimento de lesões indica má qualidade da assistência.

NÚMEROS DO COVID-19 NO HMS

Número do Covid 19

TIPO DE BENEFICIÁRIO - COVID-19

Tipo de Beneficiário - Covid

CONVÊNIO - COVID-19

Convênio - Covid

UNIMEDS MAIS ATENDIDAS

Unimes mais Atendidas

2. Investimentos em Tecnologia Médica

203-1 | 203-2

O ano 2021 foi um marco desafiador para a área de equipamentos médico-hospitalares, devido ao grande impacto pandêmico mundial, que também afetou nossa instituição. Para atendermos a todos os nossos clientes, garantindo a melhor qualidade possível, foi necessária a criação de várias contingências para que não faltassem recursos aos que necessitassem de tratamento.
Tivemos um importante investimento para atendimento dessas novas demandas, como as compras de 20 camas hospitalares, 10 macas e 25 ventiladores pulmonares - fundamentais na criação de leitos de UTI’s - 20 monitores multiparâmetros, 10 monitores de nocicepção, trazendo novas alternativas de tratamento e suporte. Equipamentos estes que ainda foram utilizados em formato de renovação tecnológica, ou incorporação de processos, mesmo após a normalização da fase mais crítica da pandemia. Esse investimento tecnológico foi de R$ 1.780.650,40.
Podemos destacar também a superação da execução do Plano Diretor de Tecnologias Médicas, ligado ao Planejamento Estratégico da instituição, que tem como objetivo manter o parque tecnológico sempre renovado e atualizado, atendendo acima das metas preconizadas pelo objetivo estratégico. Colhemos neste ano o feito inédito de atingimento de 119% das aquisições previstas em plano, número este superior ao planejado, pois, como citado anteriormente, algumas aquisições de anos futuros foram antecipadas para atendimento durante a pandemia, reforçando todas as aquisições dentro do plano já estabelecido, garantindo, assim, que todas as compras fossem necessárias e aplicáveis na instituição mesmo após a pandemia. Nesta linha, foram investidos em renovação de tecnologias médicas R$2.632.153,64, nas seguintes tecnologias:

  • 2 Aparelhos de anestesia de alta tecnologia, trazendo mais segurança e precisão durante o procedimento anestésico;
  • 1 Equipamento de bioimpedância avançado, com o melhor atendimento dos pacientes, e instauração de novas demandas para a instituição;
  • 12 Berços/leitos modernos, de grande impacto na melhoria do atendimento aos nossos clientes pediátricos;
  • 6 cardioversores, renovando o parque com o que possui de mais atualizado no mercado;
  • 1 ecocardiógrafo beira leito, para atendimento com maior qualidade operacional, com a mesma qualidade de imagem aos pacientes que ficam nos leitos de UTI;
  • 2 Ultrassons, padronizando assim o atendimento genuíno em todas as salas das duas unidades, permitindo melhor qualidade aos diagnósticos;
  • Também foram renovadas mais 2 centrífugas laboratoriais, 2 colonoscópios, 03 detectores fetais; 2 focos cirúrgicos auxiliares, 3 geradores de marcapasso, 10 macas, 10 monitores multiparamétricos e 1 ventilador Bipap.

Essa renovação trouxe maior qualidade e segurança aos processos da instituição, colaboradores e cooperados, mantendo o parque sempre atualizado para o melhor atendimento ao nosso cliente.


3. Investimentos em Infraestrutura

203-1 | 203-2

No ano de 2021, foram realizados investimentos importantes na área de infraestrutura do hospital para garantir a segurança das instalações, como, por exemplo, na ampliação dos geradores de tensão. Os equipamentos já realizavam a cobertura de 100% do Hospital em uma situação de interrupção da energia elétrica pela concessionária, porém, vislumbrando aumentar o coeficiente de segurança e o crescimento exponencial da instituição, foram investidos R$ 660.332,00 na aquisição de um gerador à diesel adicional de 680 KW, o qual permite que a usina de geração utilize de 67% de sua capacidade total para abastecer todo o Hospital.
Foram também realizados investimos na central de ar-condicionado, com aquisição de novos chillers para os equipamentos de ressonância magnética, substituindo tecnologias obsoletas por outras mais modernas e robustas, garantindo maior disponibilidade destes e evitando riscos. Os investimentos nesta área foram de R$ 71.835,00. Com isso, também foi possível automatizar o funcionamento deste grupo de resfriadores.
Destacamos os resultados expressivos colhidos ao decorrer deste ano no consumo de gás natural, fruto de ações tomadas em 2020, apresentando resultados sólidos ao decorrer do ano, o que gerou uma redução no consumo deste gás de aproximadamente 32%.
Realizamos ações para melhor ambientação da instituição, com substituição dos pisos do setor de acolhimento da imagem e emergência, num total de 780 m2, garantindo um ambiente mais adequado para o atendimento ao cliente. O custo desta ação foi de R$ 354.965,38.
Não podemos deixar de citar a parceria realizada com a Germânica, concessionária da BMW em Sorocaba/SP, que culminou na concretização da instalação de uma vaga com carregador para carros elétricos, que também pode ser utilizado por carros de outras montadoras. Reforçando nosso compromisso em mantermos nossa estrutura atualizada e moderna para melhor satisfação do nosso cliente. Por se tratar de uma parceria, não houve investimento financeiro.

DRG – Diagnósticos Relacionados em Grupo

O DRG se tornou um projeto estratégico em maio de 2019 e, em novembro deste mesmo ano, firmou-se um contrato com uma empresa que dispõe desta ferramenta automatizada, quando teve início todo o processo de implantação.
Em janeiro de 2020, iniciou o processo de codificação, com o registro de todas as altas hospitalares a partir de então.
Após o 1º ano de codificação, a partir de 2021, começamos a trabalhar com os dados fornecidos pela metodologia, sendo o marco para integração da metodologia nos processos gerenciais.
Tais informações nos permitem ter uma melhor entrega de valor em saúde, isto é, atender as expectativas dos usuários dos serviços por nós prestados pelo menor custo possível.
Trabalhamos, inicialmente, nas áreas clínicas, especificamente, com a clínica médica, e os transplantes hepático e de medula óssea. Os objetivos são o uso racional dos leitos hospitalares, bem como evitar as internações de pacientes cujos tratamentos são possíveis de realizar em atenção primária. Além disso, diminuir as reinternações em 30 dias e combater os eventos adversos.
Também em 2021, foi criada a Comissão do DRG, formada por colaboradores e cooperados de diversas áreas do hospital, visando ampliar as discussões sobre o tema e traçar as diretrizes de ações futuras.

Avaliação do Corpo Clínico

A avaliação de desempenho do corpo clínico está prevista pela ANS e é exigência da JCI. No HMS, ela teve início em 2019 e foi aprimorada em 2021, por meio da aquisição de uma ferramenta de informática de mercado que possibilitou análise de forma objetiva, sem viés subjetivo. Em 2021, foi obtido o resultado de 100% do corpo clínico avaliado. Essa ferramenta engloba 5 indicadores:

  • Estrutura: formação acadêmica, cursos;
  • Eficiência: adesão a protocolos, taxa de alta (retirada do DRG);
  • Eficácia: reinternação, mortalidade retirada do DRG;
  • Experiência do paciente: SAC, ouvidoria;
  • Custeio: Margem direta de contribuição (retirado do DRG).

Foram feitas 850 avaliações, em 12 modelagens (clínica, cirúrgica, ambulatorial, pronto atendimento adulto, PA infantil, PA GO, PA ortopedia, anestesiologia, intensivista adulto, intensivista infantil, hospitalista, radiologia, com 692 médicos. Pela nossa política, score abaixo de 2,5 (máximo de 5) necessita de feedback.